Responder às necessidades energéticas de uma população mundial em constante crescimento de modo a acompanhar o seu desenvolvimento económico e social constitui uma equação complexa:

  • Embora os recursos disponíveis sejam abundantes, a sua exploração está sujeita a condicionantes de ordem geológica, geopolítica e económica.
  • Para limitar o aquecimento global, a optimização do mix energético é uma das vias de acção previstas pela Agência Internacional de Energia (AIE) para inflectir a trajectória das emissões de CO2 associadas à energia.

Na Total, envidamos todos os esforços para superar os desafios a curto prazo e preparar os do futuro e fornecer uma energia acessível, disponível e limpa. A nossa ambição a 20 anos: ser a referência do sector em termos de energia responsável. 

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    A Total explora e produz petróleo e gás em cerca de cinquenta países. Na foto, Moho Nord, no Congo.

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    As mulheres e os homens da Total inovam para tornar o GNL ainda mais acessível. Por exemplo, as equipas que desenvolvem, na Costa do Marfim e no Paquistão, um projecto de terminal flutuante para armazenamento e regaseificação.

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Utilizar toda a nossa experiência em matéria de petróleo e de gás

Segundo a AIE, o petróleo e o gás continuarão a ocupar um lugar significativo na satisfação das necessidades mundiais e representarão mais de 40% do principal mix energético em 2035 no cenário 2°C da AIE. Graças aos projectos que desenvolvemos nos quatro cantos do mundo, ao nosso know-how e capacidade de inovação, o nosso Grupo contribuirá para fornecer o petróleo e o gás de que o mundo necessita. Não obstante, pretendemos baixar regularmente a intensidade de carbono do nosso mix energético, privilegiando o petróleo e o gás que emitem menos CO2.

Uma parte das reservas de petróleo e de gás encontra-se no fundo do mar, a grande profundidade. Para explorar estas reservas, as nossas equipas de exploração-produção recorrem a uma experiência adquirida ao longo de mais de 30 anos para implementar infra-estruturas inovadoras, que colocam o nosso Grupo entre os mais importantes operadores de águas profundas do mundo. Cerca de 40% da nossa produção de petróleo e gás são obtidos em águas profundas.
Entre os resultados mais emblemáticos do nosso know-how, podemos referir as riser towers (torres de elevação) instaladas desde 2001 no projecto Girassol, em Angola, que permitiram desenvolver o ‘deep offshore’, ou, no ano passado, a instalação de cabeças de poços submarinos eléctricas em águas holandesas para podermos explorar melhor o desenvolvimento de campos menos ricos.
A nossa experiência permite-nos superar novos desafios tecnológicos: águas muito profundas, pequenos campos remotos, recursos de extracção complexa, condições climáticas extremas, etc., sem nunca perder de vista a rentabilidade dos nossos projectos.

O gás natural é igualmente uma vertente fundamental do nosso desenvolvimento. O gás representa actualmente quase 50% do mix energético da Total, sendo o nosso objectivo aumentar ainda mais a proporção de gás no nosso mix de petróleo e gás, nomeadamente, para responder à procura de energia eléctrica. Com efeito, o gás natural emite duas vezes menos CO2 que o carvão ao longo de todo o ciclo de produção de electricidade.

Outra vantagem do gás é a possibilidade de ser transportado liquefeito por longas distâncias: o GNL (gás natural liquefeito) permite a internacionalização do mercado, criando oportunidades comerciais para recursos explorados em regiões muito distantes das grandes zonas de consumo e proporcionando uma maior flexibilidade de gestão do fornecimento. A Total é um dos líderes mundiais da cadeia integrada do GNL e a nossa experiência permite-nos participar em projectos complexos e competitivos, como o Yamal LNG na Rússia. Com entrada em funcionamento prevista para o final de 2017, este projecto terá uma capacidade de produção de 16,5 milhões de toneladas de GNL por ano.

Fornecer uma energia responsável 

Para nós, fornecer uma energia responsável significa respeitar integralmente as melhores normas em matéria de segurança.
Além disso, envidamos todos os esforços para reduzir o impacto ambiental das nossas instalações:

  • Entre 2005 e 2015, reduzimos a queima de rotina em mais de 50% nas instalações onde operamos, como foi o caso no campo petrolífero de Ofon 2, na Nigéria, onde a queima de rotina foi completamente eliminada em Dezembro de 2014. O nosso objectivo é reduzi-la em 80% no período de 2010-2020, para eliminá-la completamente até 2030. 
  • Investimos nas tecnologias de captura, armazenamento e valorização do CO2, que nos parecem ser um meio eficaz para assegurar a neutralidade do carbono. Como tal, iremos consagrar-lhes uma parte significativa do nosso orçamento de I&D (até 10%).
  • Pretendemos ainda melhorar a eficiência energética das nossas instalações, à razão de 1% por ano, em média, entre 2010 e 2020. 

Por último, procuramos sempre associar os países que nos acolhem e as suas populações às nossas actividades, como acontece no Congo com o programa Betosala. Esta abordagem permitiu que PME congolesas participassem em concursos no âmbito do projecto Moho Nord.

Envolver o nosso Grupo no futuro das energias

Ainda que o petróleo e o gás estejam no cerne da ambição da Total, estamos convictos da necessidade de diversificar as energias disponíveis. Por esse motivo, pretendemos desenvolver as energias renováveis e integrar novas actividades que contribuam para o seu desenvolvimento.

Somos um actor importante no domínio da energia solar. Participamos no fabrico de células de alto desempenho, através da nossa filial SunPower, concebendo centrais prontas a utilizar, como a Solar Star, nos Estados Unidos, a maior central solar fotovoltaica do mundo.

Para responder às exigências dos clientes, pretendemos ir ainda mais longe e comercializar soluções solares integradas que combinem energia solar, armazenamento e instrumentos digitais de optimização da electricidade distribuída.

Investimos igualmente nas bioenergias, com o objectivo de fornecer combustíveis e produtos cada vez mais respeitadores do ambiente.

 

1 Relatório CIRAIG: “GHG Emissions Related to the Life Cycle of Natural Gas and Coal in Different Geographical Contexts” – Junho de 2016